Artigo: Copel e Sanepar, compromisso com a eficiência

O Paraná tem se consolidado como uma das unidades mais fortes da Federação e um dos poucos estados que reagiu rapidamente à crise instalada no país. Graças à força da sua produção, em todos os setores, da agricultura à indústria, e ao trabalho dos paranaenses, deu respostas positivas e vem conseguindo se destacar como potência econômica, gerando emprego e renda e qualificando as ações de inclusão social.
Neste cenário, duas forças importantes têm sido fundamentais, associando o equilíbrio da gestão pública às garantias fundamentais para o bem-estar da população. Ao mesmo tempo, funcionam como verdadeiros motores que impulsionam os investimentos no nosso estado. Essas duas forças têm uma relação direta e cotidiana com todos os paranaenses: falo da Sanepar e da Copel.

A Copel e a Sanepar devem continuar sendo dos paranaenses

As duas têm uma trajetória de sucesso. Em seus 63 anos de atividade, a Copel é um modelo de governança e eficiência, reconhecida pela competência de seus funcionários, que conseguem mantê-la em desenvolvimento contínuo. Nos últimos sete anos, a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica elegeu seis vezes a Copel como a melhor distribuidora de energia do Brasil. Maior empresa do Paraná, a Copel investiu R$ 3,57 billhões em 2016, o maior valor da sua história, e garantiu novos investimentos no total de R$ 2 bilhões para este ano. Dinheiro que movimenta e reforça a economia do Paraná, além de garantir mais qualidade de vida para os paranaenses.
Nesta mesma linha, a Sanepar, que existe há 54 anos, é a estatal paranaense mais bem colocada entre as 150 empresas mais inovadoras do Brasil. Foi a única representante do setor de saneamento básico no Prêmio Valor Inovação Brasil 2017, ranking elaborado pelo jornal Valor Econômico em parceria com a consultoria PwC. E esta condição foi conquistada com muita eficiência. Atualmente, a Sanepar está desenvolvendo cerca de 100 projetos que buscam soluções tecnológicas sustentáveis e inovadoras para os principais processos da empresa. Os paranaenses sentem de forma imediata o resultado dessa eficiência: 100% dos moradores das áreas urbanas têm acesso à água tratada e 70% já têm o sistema de coleta de esgoto instalado na porta de sua casa.
Mesmo com todos esses resultados positivos, de tempos em tempos surge a polêmica discussão sobre a privatização da Copel e da Sanepar. Dias atrás, perguntaram minha opinião. A resposta para essa pergunta passa necessariamente pelo reconhecimento da excelência das duas empresas. Penso que devemos continuar trabalhando para ampliar a eficiência da Copel e da Sanepar em sinergia com uma sociedade em constante evolução. Penso que a Copel e a Sanepar devem continuar sendo dos paranaenses. Este deve ser o compromisso.
Leia o artigo também publicado na Gazeta do Povo : https://goo.gl/upXW8S

Artigo: Precisamos falar sobre preconceito

No último dia 25, o senador Roberto Requião postou em uma rede social, duas enquetes sobre quem os internautas querem que seja o próximo governador do Paraná. Quando os registros começaram a apontar o meu nome na liderança, o senador encerrou a pesquisa improvisada e chamou de “ratazanas” as pessoas que manifestaram sua intenção de voto a meu favor.
Não quero discutir o resultado da pesquisa ou sua validade. Quero sim, falar de preconceito. E quero falar do pior preconceito que pode existir: aquele exercido por pessoas que têm a obrigação de combatê-lo, mas acabam desencadeando, de forma perversamente orquestrada e voluntária, novos gestos de discriminação que ampliam as desigualdades sociais em nosso país.
O preconceito é resultado da ignorância daqueles que se prendem às suas ideias pré-concebidas e pode ser fruto de uma personalidade intolerante, geralmente autoritária. Um ocupante de cargo público, eleito de forma democrática, não pode ser a referência do desrespeito, abastecendo esta postura ultrapassada com um comportamento que replica e estimula o ódio.
Por isto, é preciso compreender o tempo no qual vivemos. Os atributos que todos esperamos ver valorizados não estão ancorados em cor, gênero, crença religiosa ou origem. Também não é o dinheiro que nos emancipa como cidadãos. Ter mais ou menos dinheiro não muda o direito constitucional de igualdade perante à lei. Ter origem humilde não nos desqualifica perante alguém de uma família tradicional. Da mesma forma, ser de família tradicional não sobrepõe o direito de exercer cargo público ou perpetuá-lo como donatário.
Tenho orgulho da trajetória de vida simples e de muito trabalho dos meus pais, dos valores que reproduzimos em casa desde a minha infância e que agora transmito aos meus filhos. Eles estão sendo educados para respeitar a todos sem distinção. E, assim como meu pai fez comigo, estão sendo preparados para enfrentar todo tipo de dificuldade, lutar para vencer, agradecer e sempre sorrir para a vida.

Valores Morais

O que devemos discutir, e não somente em períodos eleitorais, são os valores que constroem uma sociedade justa e moderna. Seguramente, não é considerando normal o preconceito e o desrespeito que vamos evoluir. É justamente o contrário. A inovação em uma sociedade que precisa de tantos avanços como a nossa, começa com o fim da discriminação. Precisamos combater esse tipo de violência e de abuso, ainda que sutil e velado, escondido sob o manto da ironia ou das redes sociais.
Leia o artigo também publicado no Fábio Campana : https://goo.gl/WLRQT2

Artigo: Novas conexões para inovar no Paraná

Dias atrás, lançamos um projeto audacioso: em parceria com o Consulado Geral de Israel, iniciamos o Smart City em três cidades paranaenses: Cascavel, Paranaguá e Pato Branco começarão a implantar, ainda em um modelo piloto, uma série de projetos conceituais de gestão e monitoramento de segurança inteligente. É uma iniciativa inovadora que fará o uso estratégico de infraestrutura e de serviços de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar respostas às necessidades sociais e econômicas das cidades e da população.
Todos precisamos fazer conexões com outras experiências, principalmente na gestão pública. Ainda mais neste século 21, tão acelerado e em que as barreiras e as diferenças são substituídas por aproximação e semelhanças. Se uma experiência social que envolve prática de esporte deu certo na Alemanha, por que não transformá-la em um programa nas nossas cidades? Foi assim que nasceu o projeto Meu Campinho, e foi assim também que realizamos o Hackathon, evento tecnológico voltado às soluções inovadoras na gestão pública e inspirado em uma experiência bem-sucedida que conheci na Coreia do Sul. Em Portugal, onde estive recentemente, os lixões a céu aberto foram eliminados e os principais rios foram recuperados e estão livres da poluição. Dois problemas que ainda persistem na nossa realidade e que podemos resolver com soluções semelhantes, adaptadas à nossa situação.

Inovação

Todo gestor público tem a obrigação de buscar esta atualização permanente. De fazer conexões com o bem-sucedido. A história da civilização é rica em casos de países e comunidades que se isolaram e que pagaram por esse isolamento impondo atraso e miséria às suas populações. Na Sedu, o nosso trabalho segue em outra direção. Vamos em busca de modelos que possam levar aos nossos 399 municípios o que há de melhor no mundo. Os paranaenses têm este direito.
A parceria, reunindo a administração dos três municípios, a comunidade israelita e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu), começou em julho de 2016, quando assinamos um termo de cooperação com o Consulado Geral de Israel. Depois, fui a Tel- Aviv, a convite do governo israelense, conhecer tecnologias de ponta sobre cidades inteligentes. Fiz a viagem a convite do governo de Israel, sem nenhum custo para o governo do Paraná, porque este conhecimento do novo, do diferente, das soluções que já deram certo pode nos ajudar a transformar para melhor a nossa realidade.
Leia o artigo também publicado na Gazeta do Povo: https://goo.gl/eQR3nb