Ratinho Jr. preferido dos curitibanos para governar Paraná a partir de 2009

Está longe ainda o dia em que os paranaenses se verão diante das urnas para escolher o sucessor de Beto Richa no Palácio Iguaçu, mas o quadro de candidatos potenciais não se altera já faz algum tempo. Dele fazem parte Osmar Dias, Ratinho Jr., Roberto Requião, Cida Borghetti e Valdir Rossoni. Se só os eleitores de Curitiba decidissem a eleição e se elas ocorressem hoje, o secretário Ratinho Jr. (PSD) seria eleito com 26% dos votos. De acordo com sondagem do instituto Paraná Pesquisas, seguem-se na preferência o senador Requião (PMDB) com 24,2%, e o ex-senador Osmar Dias (PDT), 22,5%. Os números representam um cenário de empate técnico diante da margem de erro de 3,5 pontos (para cima ou para baixo). Bastante distantes, porém, estão a vice-governadora Cida Borghetti (PP), com 3,9%, e o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), 3,2%. Embora Curitiba seja o maior colégio eleitoral do estado, com o decisivo peso de 1,3 milhões de votantes (quase 20% do total), qualquer pesquisa que se limite à capital não representa, necessariamente, uma tendência estadual. O interior, especialmente nas pequenas cidades, costuma pensar e votar diferente, como historicamente se comprova. Além disso, outros fatores podem influenciar mudanças radicais. Os arranjos partidários que virão após outra minirreforma política ainda neste semestre têm força para embaralhar o jogo – principalmente porque as eleições de 2018 serão “casadas” com a disputa das vagas de vice-governador e duas de senador, além da presidencial. Se Richa, por exemplo, não disputar o Senado e permanecer no Iguaçu – como parece indicar a mais nova tendência –, alianças e candidaturas serão afetadas de modo ainda imprevisível. Com exceção da certeza de que Osmar Dias disputará o governo em parceria com o irmão-senador Alvaro Dias, postulante à Presidência, as demais candidaturas se sustentarão ainda por muito tempo sobre areia movediça.

Metodologia

A Paraná Pesquisas, a pedido desta coluna, entrevistou 801 eleitores curitibanos entre os dias 28 de fevereiro e 3 março. O grau de confiança da sondagem é de 95%, com margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para baixo ou para cima.