Artigo: Novas conexões para inovar no Paraná

Dias atrás, lançamos um projeto audacioso: em parceria com o Consulado Geral de Israel, iniciamos o Smart City em três cidades paranaenses: Cascavel, Paranaguá e Pato Branco começarão a implantar, ainda em um modelo piloto, uma série de projetos conceituais de gestão e monitoramento de segurança inteligente. É uma iniciativa inovadora que fará o uso estratégico de infraestrutura e de serviços de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar respostas às necessidades sociais e econômicas das cidades e da população.
Todos precisamos fazer conexões com outras experiências, principalmente na gestão pública. Ainda mais neste século 21, tão acelerado e em que as barreiras e as diferenças são substituídas por aproximação e semelhanças. Se uma experiência social que envolve prática de esporte deu certo na Alemanha, por que não transformá-la em um programa nas nossas cidades? Foi assim que nasceu o projeto Meu Campinho, e foi assim também que realizamos o Hackathon, evento tecnológico voltado às soluções inovadoras na gestão pública e inspirado em uma experiência bem-sucedida que conheci na Coreia do Sul. Em Portugal, onde estive recentemente, os lixões a céu aberto foram eliminados e os principais rios foram recuperados e estão livres da poluição. Dois problemas que ainda persistem na nossa realidade e que podemos resolver com soluções semelhantes, adaptadas à nossa situação.

Inovação

Todo gestor público tem a obrigação de buscar esta atualização permanente. De fazer conexões com o bem-sucedido. A história da civilização é rica em casos de países e comunidades que se isolaram e que pagaram por esse isolamento impondo atraso e miséria às suas populações. Na Sedu, o nosso trabalho segue em outra direção. Vamos em busca de modelos que possam levar aos nossos 399 municípios o que há de melhor no mundo. Os paranaenses têm este direito.
A parceria, reunindo a administração dos três municípios, a comunidade israelita e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu), começou em julho de 2016, quando assinamos um termo de cooperação com o Consulado Geral de Israel. Depois, fui a Tel- Aviv, a convite do governo israelense, conhecer tecnologias de ponta sobre cidades inteligentes. Fiz a viagem a convite do governo de Israel, sem nenhum custo para o governo do Paraná, porque este conhecimento do novo, do diferente, das soluções que já deram certo pode nos ajudar a transformar para melhor a nossa realidade.
Leia o artigo também publicado na Gazeta do Povo: https://goo.gl/eQR3nb

Ratinho Jr destaca novo sistema de coleta de lixo de Israel

O deputado Ratinho Junior (PSD), em visita a Israel, conheceu um novo processo tecnológico de tratamento de resíduos sólidos urbanos. Denominada ArrowBio, a nova solução apresentada para Ratinho é capaz de minimizar, substancialmente, as emissões de gás de efeito estufa “metano” presentes em aterros e lixões nos municípios paranaenses. Ratinho conheceu o sistema em visita técnica, este mês, à TelAviv, que desenvolve o programa “Cidade Inteligente”, implementado pelo município e reconhecido em todo o planeta como referência em produção e engajamento tecnológico. Testes – O processo, explicou Ratinho Junior, foi testado nos últimos cinco anos em laboratório e testes de campo na planta semi-industrial perto da cidade de Hadera, em Israel. “Foi aprovado (o sistema), por cientistas de Israel, dos EUA e outros países, como mais eficaz e economicamente melhor do que todos os métodos existentes”, disse o deputado.
Ratinho explicou ainda que o processo ArrowBio é uma tecnologia única que consegue tratar e recuperar materiais dos resíduos, além de produzir Biogas, “que é uma energia alternativa, limpa e verde para transporte, aterros e usinas”.
Solução integrada – Disse ele ainda que o processo ArrowBio é uma solução integrada classifica, limpa e separa os materiais recuperáveis. “E através de técnicas hidromecânicas e únicas optimizadas de bio-tecnologia, produz Biogás (Metano-gás natural e CO2), fertilizante e água”. Além do impacto ambiental positivo, Ratinho Junior destacou ainda os efeitos econômicos com a implantação do sistema. Citou o caso da cidade de Nova York que gasta, hoje, US $ 350 milhões por ano, após o tratamento de coleta. “Só a renda potencial do biogás do ArrowBio, a partir dessa quantidade de MSW (resíduos sólidos municipais), é praticamente a mesma, e os rendimentos de materiais recuperados devem ser adicionados”.